sábado, 8 de novembro de 2014

Cristo no centro para formar os jovens

2014-11-08 Rádio Vaticana
Na manhã deste sábado, dia 7, o Papa Francisco recebeu as religiosas salesianas Filhas de Maria Auxiliadora que estiveram presentes no seu Capítulo Geral que se realizou em Roma nos últimos dias.
O Santo Padre realçou o fato de que dos trabalhos realizados nessa reunião geral “estão a emergir orientações fundamentais para a vida de cada religiosa e de cada comunidade.”“Antes de mais” – continuou o Papa – “o empenho de deixar-vos guiar da perspectiva de ‘sair’ de meter-se em caminho em direção às tantas zonas de fronteira geográfica e existenciais, com uma atenção preferencial aos pobres e às diversas formas de exclusão.”
O Papa Francisco reafirmou no seu discurso a necessidade de envolver sobretudo os jovens na missão da evangelização, instaurando “um clima de corresponsabilidade que favoreça o caminho de fé de cada um e a adesão pessoal a Jesus” formando os jovens “a tornarem-se agentes de evangelização para outros jovens”.“Para fazer tudo isto” – afirmou o Papa Francisco – “ ocorre meter sempre Cristo no centro da própria existência; ocorre deixa-ser plasmar da Palavra de Deus, que ilumina, orienta e sustem; ocorre alimentar o espírito missionário com a oração perseverante.”
“Ao mesmo tempo” – continuou ainda o Santo Padre – “sedes chamados a testemunhar um ideal de comunhão fraterna entre vós com sentimentos de acolhimento recíproco, aceitando os limites e valorizando as qualidades e os dons de cada uma segundo o ensinamento de Jesus: ‘Disto todos saberão que sedes meus discípulos: se tereis amor uns pelos outros’ (Jo 13,35)O Papa Francisco concluiu a sua alocução referindo os nomes de S. João Bosco e de Santa Domenica Mazzarello como exemplos que levem estas irmãs salesianas a contribuirem ainda mais entusiaticamente à nova evangelização nas suas atividades “no âmbito da educação e da escola, da catequese e da formação dos jovens ao apostolado.”(RS)

segunda-feira, 27 de outubro de 2014

Adoração ao Santíssimo


"Devemos ser filhos da luz e caminhar na caridade"


 

Cidade do Vaticano (RV) – “O exame de consciência de nossas palavras nos faz entender se somos cristãos da luz, das trevas ou cristãos ‘cinzentos’": foi o que disse o Papa Francisco na homilia matutina desta segunda-feira, 27, na Casa Santa Marta.

“Os homens se reconhecem por suas palavras. São Paulo, convidando os cristãos a se comportarem como filhos da luz e não como filhos das trevas, ‘faz uma catequese sobre a palavra’. Existem quatro palavras para entender se somos filhos das trevas”:
É uma palavra hipócrita, um pouco aqui, um pouco ali, para ficar bem com todos? É uma palavra vazia, sem substância? É uma palavra vulgar, trivial, ou seja, mundana? Ou é uma palavra suja, obscena? Estas quatro palavras não são dos filhos da luz, não vêm do Espírito Santo, não vêm de Jesus, não são palavras evangélicas... este modo de falar, de falar de coisas sujas, mundanidade ou vacuidades, de falar hipocritamente”.
Qual é, então, a palavra dos Santos, ou seja, dos filhos da luz?
Paulo diz: ‘Sejam imitadores de Deus: caminhem na caridade; caminhem na bondade; caminhem na mansidão’. Sejam misericordiosos – diz Paulo – perdoando-se mutuamente, como Deus os perdoou em Cristo. Sejam imitadores de Cristo e caminhem na caridade, ou seja, caminhem na misericórdia, no perdão e na caridade. Esta é a palavra de um filho da luz”.
“Existem cristãos luminosos, repletos de luz – observou o Papa –, que tentam servir o Senhor com esta luz”. E “existem cristãos tenebrosos”, que conduzem “uma vida de pecado, uma vida distante do Senhor” e usam aquelas quatro palavras que “são do maligno”. “Mas há um terceiro grupo de cristãos”, que não são “nem luminosos nem sombrios”:
São os cristãos cinzentos. E esses cristãos cinzentos uma vez estão de um lado; outra vez, de outro. As pessoas comentam: ‘Mas esta pessoa está bem com Deus ou com o diabo?’ Eh? Sempre cinzentos. Mornos. Não são nem luminosos nem sombrios. Deus não ama esse tipo de pessoa. No Apocalipse, o Senhor diz a esses cristãos cinzentos: ‘Não és quente nem frio. Quem dera fosses quente ou frio. Assim, porque és morno – cinzento – estou para te vomitar de minha boca’. O Senhor é duro com os cristãos cinzentos. ‘Mas eu sou cristão, mas sem exagerar!’ dizem eles, e fazem tão mal, porque seu testemunho cristão é um testemunho que, no final, semeia confusão, semeia um testemunho negativo”.
Não nos deixemos enganar pelas palavras vazias – exortou o Papa. “Ouvimos tantas coisas, algumas belas, bem ditas, mas vazias, sem conteúdo”. Ao invés, comportemo-nos como filhos da luz. “Nos fará bem hoje pensar na nossa linguagem, concluiu o Papa – e nos perguntar: “Sou cristão da luz? São cristão da escuridão? Sou cristão cinzento? E assim podemos dar um passo avante para encontrar o Senhor”.


fonte: news.va/pt

segunda-feira, 20 de outubro de 2014

Homilia do Papa Francisco na Missa de encerramento do Sínodo e beatificação de Paulo VI


Acabamos de ouvir uma das frases mais célebres de todo o Evangelho: «Dai, pois, a César o que é de César e a Deus o que é de Deus» (Mt 22, 21).
À provocação dos fariseus, que queriam, por assim dizer, fazer-Lhe o exame de religião e induzi-Lo em erro, Jesus responde com esta frase irônica e genial. É uma resposta útil que o Senhor dá a todos aqueles que sentem problemas de consciência, sobretudo quando estão em jogo as suas conveniências, as suas riquezas, o seu prestígio, o seu poder e a sua fama. E isto acontece em todos os tempos e desde sempre.A acentuação de Jesus recai certamente sobre a segunda parte da frase: «E [dai] a Deus o que é de Deus». Isto significa reconhecer e professar – diante de qualquer tipo de poder – que só Deus é o Senhor do homem, e não há outro. Esta é a novidade perene que é preciso redescobrir cada dia, vencendo o temor que muitas vezes sentimos perante as surpresas de Deus.
Ele não tem medo das novidades! Por isso nos surpreende continuamente, abrindo-nos e levando-nos para caminhos inesperados. Ele renova-nos, isto é, faz-nos «novos» continuamente. Um cristão que vive o Evangelho é «a novidade de Deus» na Igreja e no mundo. E Deus ama tanto esta «novidade»!«Dar a Deus o que é de Deus» significa abrir-se à sua vontade e dedicar-Lhe a nossa vida, cooperando para o seu Reino de misericórdia, amor e paz.
Aqui está a nossa verdadeira força, o fermento que faz levedar e o sal que dá sabor a todo o esforço humano contra o pessimismo predominante que o mundo nos propõe. Aqui está a nossa esperança, porque a esperança em Deus não é uma fuga da realidade, não é um álibi: é restituir diligentemente a Deus aquilo que Lhe pertence. É por isso que o cristão fixa o olhar na realidade futura, a realidade de Deus, para viver plenamente a existência – com os pés bem fincados na terra – e responder, com coragem, aos inúmeros desafios novos.Vimo-lo, nestes dias, durante o Sínodo Extraordinário dos Bispos: «sínodo» significa «caminhar juntos». E, na realidade, pastores e leigos de todo o mundo trouxeram aqui a Roma a voz das suas Igrejas particulares para ajudar as famílias de hoje a caminharem pela estrada do Evangelho, com o olhar fixo em Jesus. Foi uma grande experiência, na qual vivemos a sinodalidade e a colegialidade e sentimos a força do Espírito Santo que sempre guia e renova a Igreja, chamada sem demora a cuidar das feridas que sangram e a reacender a esperança para tantas pessoas sem esperança.
Pelo dom deste Sínodo e pelo espírito construtivo concedido a todos, – com o apóstolo Paulo – «damos continuamente graças a Deus por todos vós, recordando-vos sem cessar nas nossas orações» (1 Tes 1, 2). E o Espírito Santo, que nos concedeu, nestes dias laboriosos, trabalhar generosamente com verdadeira liberdade e humilde criatividade, continue a acompanhar o caminho que nos prepara, nas Igrejas de toda a terra, para o Sínodo Ordinário dos Bispos no próximo Outubro de 2015. Semeamos e continuaremos a semear, com paciência e perseverança, na certeza de que é o Senhor que faz crescer tudo o que semeamos (cf. 1 Cor 3, 6).Neste dia da beatificação do Papa Paulo VI, voltam-me à mente estas palavras com que ele instituiu o Sínodo dos Bispos: «Ao perscrutar atentamente os sinais dos tempos, procuramos adaptar os métodos (...) às múltiplas necessidades dos nossos dias e às novas características da sociedade» (Carta ap. Motu próprio Apostolica sollicitudo).
A respeito deste grande Papa, deste cristão corajoso, deste apóstolo incansável, diante de Deus hoje só podemos dizer uma palavra tão simples como sincera e importante: Obrigado! Obrigado, nosso querido e amado Papa Paulo VI! Obrigado pelo teu humilde e profético testemunho de amor a Cristo e à sua Igreja!No seu diário pessoal, depois do encerramento da Assembleia Conciliar, o grande timoneiro do Concílio deixou anotado: «Talvez o Senhor me tenha chamado e me mantenha neste serviço não tanto por qualquer aptidão que eu possua ou para que eu governe e salve a Igreja das suas dificuldades atuais, mas para que eu sofra algo pela Igreja e fique claro que Ele, e mais ninguém, a guia e salva» (P. Macchi, Paolo VI nella sua parola, Brescia 2001, pp. 120-121). Nesta humildade, resplandece a grandeza do Beato Paulo VI, que soube, quando se perfilava uma sociedade secularizada e hostil, reger com clarividente sabedoria – e às vezes em solidão – o timão da barca de Pedro, sem nunca perder a alegria e a confiança no Senhor.
Verdadeiramente Paulo VI soube «dar a Deus o que é de Deus», dedicando toda a sua vida a este «dever sacro, solene e gravíssimo: continuar no tempo e dilatar sobre a terra a missão de Cristo» (Homilia no Rito da sua Coroação, Insegnamenti, I, 1963, p. 26), amando a Igreja e guiando-a para ser «ao mesmo tempo mãe amorosa de todos os homens e medianeira de salvação» (Carta enc. Ecclesiam suam, prólogo).


Papa Francisco

fonte: news.va/pt

terça-feira, 30 de setembro de 2014

80 anos do Dispensário Santo Antônio

“O importante é fazer caridade
não falar de caridade”

Beata Irmã Dulce






Fundado em 26 de setembro de 1934 na Matriz de Santa Rita, o Dispensário Santo Antônio é a associação que tem como fim “prestar assistência material aos pobres, modelando seu esforço de solidariedade cristã”. O dispensário ajuda a 150 famílias de nossa região e a distribuição das cestas ocorre sempre no segundo sábado do mês. Além da entrega dos alimentos, é oferecido serviços de assistência social, psicológica e jurídica.


Recebemos as contribuições de alimento durante todo mês. As doações podem ser feitas através da entrega de alimentos ou em dinheiro em nossa secretaria paroquial.


Agradecemos a Deus por estes 80 anos do Dispensário Santo Antônio!