segunda-feira, 27 de agosto de 2012

Dia do Catequista: instruir na fé é ministério sagrado

No último domingo de agosto, este ano 26, a Igreja comemora o Dia do Catequista, que, de fato, é em 28 de agosto. Celebrar o catequista é sempre motivo de alegria e de reflexão mais profunda sobre a doação deste católico que, na Igreja, abraça com zelo a sua vocação e missão para com a sociedade.

O catequista é, sobretudo, aquele que responde a uma vocação específica: a de alcançar os corações dos filhos e filhas de Deus e despertá-los para a consciência do Cristo. E, como em toda vocação, o chamado a ser catequista não é algo pessoal, é iniciativa de Deus. Deus convoca o homem a assumir a sua vocação, recebida no batismo, de ser profeta — aquele que fala em nome de Deus e da comunidade a que pertence.

Catequista, conforme a raiz da palavra catequese, que vem do grego Katechein — que quer dizer fazer eco — é aquele que se coloca a serviço da Palavra, que se deixa usar por Deus como um instrumento para que a Palavra ecoe. É este indivíduo que, hoje, tão fundamental à iniciação cristã, atende à “tarefa verdadeiramente primordial da missão da Igreja”, conforme as palavras do Beato João Paulo II.

Com a certeza de que educar é mandato sublime, em qualquer área do conhecimento humano, mas instruir na fé é ministério sagrado, o Portal da Arquidiocese do Rio de Janeiro parabeniza a todos os catequistas.

A catequese faz parte da história do Brasil

Em 1549 o Padre Manuel da Nóbrega começou a catequizar os índios. Em 1553, o beato José de Anchieta evangelizou por meio da poesia, do teatro e da música, compondo até o catecismo para os indígenas. A partir de 1589, os primeiros missionários jesuítas, e em seguida também os franciscanos, também se dedicaram à mesma causa.

Mais tarde, com a expulsão dos jesuítas e a escassez do clero, a catequese passou um pouco mais às mãos dos leigos, tendo, então, um enfoque mais familiar e pouco doutrinal.

Após a reforma tridentina, surgiram as dioceses e paróquias e teve inicio o incentivo à participação feminina. Nessa ocasião, houve também a vinda de imigrantes e de congregações religiosas dedicadas ao ensino.

O catecismo de São Pio X e o incentivo à comunhão das crianças estimulou a catequese infantil, fosse paroquial ou colegial.

Mas foi o Concílio Vaticano II que motivou a evangelização através dos agentes leigos de pastoral, que, desde então e até hoje, têm sido os que primam pela pedagogia de ensino e de modernos instrumentos de comunicação e de educação.



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